Moonlight Sonata
Vem um vazio flúido, opaco. Ocupa cada centímetro, cada fresta do quarto. Aquela presença nunca mais se materializará, perdida prá sempre nos desvarios da condição humana. Se uma vida não fora o bastante para conhecê-la e apreciá-la, todas elas não bastariam para compreender a dimensão de sua falta.
Os colares dependurados na cabeceira da cama, o travesseiro amassado, os tapetes fora do lugar. O espaço quadruplicado pela ausência, desperdiçando aquele perfume que nunca mais se espalharia zombeteiro e adocicado. O dar-se conta da ausência, senhores, é o que nos faz humanos. É preciso vagar entre o passado e o futuro para sofrer a falta daqueles que amamos. E quando a falta é súbita como a morte, quanto é perdido entre uma lágrima e outra. Passado, futuro e lágrima, ocaso e pesar.
Tudo em vão.
Agradecimentos: ao senhor Beethoven, por dar à dor um nome.
Os colares dependurados na cabeceira da cama, o travesseiro amassado, os tapetes fora do lugar. O espaço quadruplicado pela ausência, desperdiçando aquele perfume que nunca mais se espalharia zombeteiro e adocicado. O dar-se conta da ausência, senhores, é o que nos faz humanos. É preciso vagar entre o passado e o futuro para sofrer a falta daqueles que amamos. E quando a falta é súbita como a morte, quanto é perdido entre uma lágrima e outra. Passado, futuro e lágrima, ocaso e pesar.
Tudo em vão.
Agradecimentos: ao senhor Beethoven, por dar à dor um nome.


